Refletindo com Sócrates - Dificuldade é oportunidade

Olá queridos leitores. Hoje nos atentaremos ao grande filósofo Sócrates. Esse grande espírito era natural de Atenas na Grécia, e viveu até 399 anos A.C. Refletiremos a seguinte frase do mestre: ''Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida''. O que essa frase pode nos trazer de ensinamento? Analisando-a sob um campo materialista, tal frase é contestável, incabível e tola. Porém, se viramos nosso olhar para o campo espiritual, tal máxima trás uma mensagem profundamente útil e elevada, reveladora e verdadeira.

Devemos compreender que o caminho que devemos percorrer para nosso aprimoramento não é jamais isento de dificuldades e sofrimentos. As dores ou aflições que atingem o corpo e a alma são obstáculos que devemos aprender a removê-los, minimizá-los, ou simplesmente aprender a conviver com eles, seja através da paciência ou da resignação. A Terra é um planeta de provas e expiações, por isso mesmo, nenhum de nós conseguirá encontrar uma vida livre de dores e de problemas. Jesus também teve um encarnação repleta de perseguições, calúnias e sofrimentos das mais diversas ordens. Se até mesmo esse espírito elevado suportou tais provas, porque nós, ainda na infância evolutiva desejamos ter aflições menores que a dele?

O grande problema não está na aflição ou na expiação em si, mas na maneira como encaramos cada situação. Alguns se desesperam, outros se acomodam, e poucos são os que aceitam e enfrentam com fé e resignação o fato. O mestre nazareno deixou claro quando disse que no mundo só teríamos aflições, por isso fé é essencial, dando a nós a receita para vencermos e convivermos com esses momentos difíceis. Nossas dores tem causas atuais ou anteriores. São colheitas do plantio feito nessa ou em vidas passadas. Jamais seremos inocentes ou vítimas da vontade de Deus, mas sim, vítimas  de nossos próprios equívocos.

Devemos portanto, buscar amparo em Deus para suportar as tempestades da vida, e sempre encontrar meios para suportar ou destruir tal situação. Mas como? Transformando nossas atitudes, pensamentos, realizando assim nossa reforma interior para no futuro colhermos os frutos dessa mudança, enfrentando caminhos que ainda possuirão dificuldades, mas que carregarão mais calma e tranquilidade. Eliminemos nossos vícios e lembre-se que podemos recomeçar sempre. Não espere. Comece agora a mudança em você.

L. Melo e C. Russo

Refletindo com Buda - O ressentimento

Decidimos aqui abranger e abraçar diversas correntes edificantes do espiritualismo, e por isso mesmo, a presença do grande irmão Buda faz-se necessário. Trazemos hoje uma reflexão a partir de um ensinamento simples, porém valoroso deixado por Buda. Dizia ele que ''guardar raiva é como segurar um carvão em brasa com a intenção de atirá-lo em alguém; é você que se queima''.

''Sentir raiva'' é carregar ressentimento dentro do próprio espírito. Ressentir quer dizer ''sentir de novo''. Quando sentimos raiva, ódio, rancor e nada fazemos para minimizar ou arrancar tal sentimento, ele nos acompanha causando-nos pertubação. Nosso bem-estar emocional é gravemente atacado, e isso acaba refletindo também em nosso bem-estar físico. Viramos vítimas de nosso próprio sentimento, em uma prisão voluntária.

Guardar mágoa é natural do ser-humano, porém, carregá-la e alimentá-la é opcional, embora muitos não consigam enxergar tal fato, porque ainda não conhecem bem a si mesmo. É perfeitamente natural nos magoarmos por este ou aquele acontecimento, porém o perigo reside em manter essa dor dentro de nós. Sabendo disso, devemos nos entregar a reforma íntima para nos livrarmos desse ressentimento o quanto antes, para evitarmos prejuízos a nós mesmos.

Desvalorize o sentimento e o fato que o causou, acalmando assim o coração. Olhemos para frente e deixemos para trás os fatos do passado. Superar é a ordem do dia. Libertar-se é essencial, porque a liberdade é prazerosa e engrandecedora. Não nos preocupemos com a possível impunidade do agressor, pois vivemos em um universo regido por leis divinas perfeitas, onde a lei de causa e efeito reina, e ninguém escapa do próprio julgo e das dívidas contraídas. Vivamos com alegria e paz no coração.

C. Russo e L. Melo